Difícil é se descrever, fazer com que palavras definam quem você é, ou deixa de ser. Não acredito que eu seja alguém de tão grande importância. Presumo que eu seja como qualquer um, com certos defeitos, porém acompanhada de qualidades. Posso ser constante, inconstante, ou até mesmo os dois ao mesmo tempo. Em grande parte do tempo, sou previsível, admito. Mas o imprevisível me acompanha de perto, quando necessário. Consigo ser o bem e mau, o certo e o errado, a tristeza e a felicidade. Eu posso ser tudo, ou simplesmente nada. Talvez eu seja isso; uma porção de coisas.

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Theme por pedrooaugusto e heey-fuck-you,com base por queridasolidão. Não copie, seja original e saiba valorizar a porra da paciência de quem passa horas fazendo esse crlh, rs.
I'm all yours somehow.
i'm all yours...
is the place I want stay.
i know with you...
don't give up on us.
Don't you dare
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brunasuellenpuerta (:
subtitulo (appearence)
 
Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é dificil.

— Caio Fernando Abreu (via preservepeace)

(Fuente: poetizador)



Ele pestanejou, me olhou com o canto do olho esquerdo e implorou baixinho a minha permanência. Eu quis me desmembrar e sumir sem deixar pistas; eu quis correr, fugir, nunca mais voltar e acima de tudo, nunca mais me arrepender. Mas eu sempre tenho medo de tudo e tudo sempre tem medo de mim, então eu fiquei. Eu tinha medo da ausência, do vazio, da turbulência. Eu permaneci porque o colo que ele me dava no fim do dia me fazia acreditar que estava tudo bem. Só que, droga, não estava. Ele nunca fez os pêlos dos meus braços se eriçarem, a voz dele não era a minha preferida, ele sempre me fazia olhar pra trás e o mais importante e relevante, eu nunca quis parar o tempo por nós dois. Ele nunca andou por linhas tortas, nunca disse coisas que se arrependeria, tampouco me fez chorar. Nunca discutimos, aliás, ele nunca perdeu o seu tempo apontando os meus defeitos ou tentando solucionar os meus erros. A gente nunca saiu da rotina, ele nunca me surpreendeu ou me fez, por segundos que seja ter a certeza de que eu estava fazendo a coisa certa. Nunca nos completamos, de fato, e ainda assim eu insisti. Fiquei porque me apavorava saber que no dia seguinte eu não teria aquele estúpido apartamento para visitar e me atormentava saber que outra garota rabugenta passaria a frequentar aqueles bares imundos que a gente ia ao fim de semana. Era engraçado, porque em nenhum momento ele me fez sentir a guria mais sortuda do mundo – como acontece naqueles livros idiotas que fazem a gente acreditar em final feliz. Ele me abraçava como se pedisse para que eu jamais deixasse de ser essa garota burra que no fim do dia sempre volta para ele e eu retribuía querendo dizer que ele era o cara mais imbecil do mundo por desperdiçar a chance de ser feliz comigo por conta dessa incapacidade mesquinha de amar o próximo. Não tínhamos um futuro próspero, sequer fazíamos planos como esses casais apaixonados que idealizam uma vida perfeita ao lado do outro. Vivíamos unicamente o presente e vez ou outra, ele não era o suficiente para nos preencher. Ele me puxou pra perto, fez um cafuné meio desajeitado e sussurrou no meu ouvido que eu era a guria mais complicada que já havia sido de posse dele. O irônico era que, eu não pertencia a ele. Droga. Entretanto, eu sorri e assenti, mais uma vez. A gente vivia nesse jogo estúpido, nessa negação, nesse deslumbre barato pela liberdade que tínhamos quando estávamos juntos. Nunca iríamos para frente. Mas enganar a nós mesmos passou a ser a melhor alternativa porque eu sei que ele tinha medo de ficar sem a minha presença. E o pânico que eu possuía de me desprender era maior do que a minha vontade de voar. Nós fingíamos não ver o grotesco ponto de interrogação que éramos; fugir da realidade sempre fez as coisas ficarem um pouco melhor, de qualquer forma. Nunca nos entregamos, nunca demonstramos vontade de fazer com que as coisas dessem certo, e ainda assim, eu continuava passando a noite naquele apartamento barato debaixo dos braços dele e ele continuava fingindo acreditar que eu era a guria complicada que jamais deixaria de ser dele.


ichundmeinheld:

O certo seria eu me livrar de você, assim como sempre me livro daquilo que me faz mal. Mas, por algum motivo, eu gosto de estar perto de você, mesmo que isso me prejudique. Nunca acreditei que amor fosse sinônimo de sofrimento, pois sempre possuí o controle das minhas emoções, mas agora é diferente, agora é por você que eu estou apaixonada. E, estranhamente, eu tenho me submetido à coisas que nunca pensei que fosse capaz. E eu chego a gostar de sofrer, só por ser pelo seu amor. Eu sei, sou uma idiota falando desse modo, não pense que eu gosto disso. Eu odeio te amar com tamanha intensidade. E odeio mais ainda o fato de você não me corresponder com a mesma. Mas eu não tenho escolha, e só por isso continuo a te esperar. Já tentei te esquecer, mas algo sempre me faz pensar em você, ou em nós. Quando a minha cabeça, finalmente, caía sobre o travesseiro, após várias horas de insônia, era contigo que eu sonhava. Quando eu acordava disposta a conhecer pessoas novas, era contigo que eu cruzava na esquina. Quando eu saía para ouvir uma boa música, era a nossa música que me acompanhava. Quando eu apagava seu nome da minha agenda, era o seu número de telefone que ecoava em minha mente. Quando eu fingia que nem me lembrava mais de você, era seu nome o mais citado nas rodas de conversas. E quando me perguntavam como eu estava sem sua companhia, era com lágrimas nos olhos que eu insistia em dizer que nunca estive tão bem. Mas nada adiantou. Todo esse teatro só prejudicou a mim mesma. Porque doeu em cada parte do meu corpo perceber que você não se importou com a minha vontade de te esquecer. E às vezes eu penso em voltar atrás e te procurar. Meu orgulho já está ferido faz tempo, igualzinho meu coração. Mas não dá! Seria muita falta de amor próprio. Seria pedir pra sofrer. Mesmo que eu esteja sofrendo sem você, isso seria demais até para mim, que sempre corro atrás. Talvez essa noite termine com a cama bagunçada e você jogado sobre ela. Mas saiba que eu não quero que seja assim. Eu quero te manter afastado, tipo, para sempre. Quero que você fique longe de mim, mesmo que não pareça. Na verdade, eu te queria perto, colado. Mas queria você mudado. Queria que você tivesse mudado por mim, mas você não mudou. E não, eu não estou falando que não te aceito do jeito que é, eu só queria que você mudasse um pouquinho, aquele tantinho exato para que eu nunca pensasse em desistir de nós. Então, eu vou permanecer aqui, no meu canto. Mas saiba que te aceito de volta à qualquer hora. Basta você se importar. Pode ligar, eu te atendo. Pode me procurar, eu deixo você me achar. Mas, por favor, faça algo que me mostre que sou importante na sua vida e que me prove que você também pode correr atrás, porque me ama, do mesmo jeito que sempre te amei.   (HoraDeSonhar)

ichundmeinheld:

O certo seria eu me livrar de você, assim como sempre me livro daquilo que me faz mal. Mas, por algum motivo, eu gosto de estar perto de você, mesmo que isso me prejudique. Nunca acreditei que amor fosse sinônimo de sofrimento, pois sempre possuí o controle das minhas emoções, mas agora é diferente, agora é por você que eu estou apaixonada. E, estranhamente, eu tenho me submetido à coisas que nunca pensei que fosse capaz. E eu chego a gostar de sofrer, só por ser pelo seu amor. Eu sei, sou uma idiota falando desse modo, não pense que eu gosto disso. Eu odeio te amar com tamanha intensidade. E odeio mais ainda o fato de você não me corresponder com a mesma. Mas eu não tenho escolha, e só por isso continuo a te esperar. Já tentei te esquecer, mas algo sempre me faz pensar em você, ou em nós. Quando a minha cabeça, finalmente, caía sobre o travesseiro, após várias horas de insônia, era contigo que eu sonhava. Quando eu acordava disposta a conhecer pessoas novas, era contigo que eu cruzava na esquina. Quando eu saía para ouvir uma boa música, era a nossa música que me acompanhava. Quando eu apagava seu nome da minha agenda, era o seu número de telefone que ecoava em minha mente. Quando eu fingia que nem me lembrava mais de você, era seu nome o mais citado nas rodas de conversas. E quando me perguntavam como eu estava sem sua companhia, era com lágrimas nos olhos que eu insistia em dizer que nunca estive tão bem. Mas nada adiantou. Todo esse teatro só prejudicou a mim mesma. Porque doeu em cada parte do meu corpo perceber que você não se importou com a minha vontade de te esquecer. E às vezes eu penso em voltar atrás e te procurar. Meu orgulho já está ferido faz tempo, igualzinho meu coração. Mas não dá! Seria muita falta de amor próprio. Seria pedir pra sofrer. Mesmo que eu esteja sofrendo sem você, isso seria demais até para mim, que sempre corro atrás. Talvez essa noite termine com a cama bagunçada e você jogado sobre ela. Mas saiba que eu não quero que seja assim. Eu quero te manter afastado, tipo, para sempre. Quero que você fique longe de mim, mesmo que não pareça. Na verdade, eu te queria perto, colado. Mas queria você mudado. Queria que você tivesse mudado por mim, mas você não mudou. E não, eu não estou falando que não te aceito do jeito que é, eu só queria que você mudasse um pouquinho, aquele tantinho exato para que eu nunca pensasse em desistir de nós. Então, eu vou permanecer aqui, no meu canto. Mas saiba que te aceito de volta à qualquer hora. Basta você se importar. Pode ligar, eu te atendo. Pode me procurar, eu deixo você me achar. Mas, por favor, faça algo que me mostre que sou importante na sua vida e que me prove que você também pode correr atrás, porque me ama, do mesmo jeito que sempre te amei.   (HoraDeSonhar)



- Sente falta dele?
- As vezes.
- Porque?
- Entre amigos, sorrisos e conversas, eu consigo me distrair.
- E quando você está sozinha?
- Eu simplesmente desabo. Não dá pra aguentar, desculpa.
- Tudo bem, eu te entendo.
- Não, você não entende.
- Entendo sim. Dói em cada milimetro de ti, cada partícula de você, cada pedaço do teu coração por saudade. E lembrar tudo que um dia passaram juntos também dói. São lembranças guardadas com o maior carinho e com todo amor em um lugar dentro de você. Só de imaginar que esses momentos nunca se repetirão, dá uma dor forte no peito, um nó na garganta que seus olhos chegam a arder ao ponto de transbordarem de saudade. Não é mesmo, pequena?
- Anda me espionando por acaso?

— Gabrielly R. (hisdrug)






Você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar ao lado dessa pessoa, ouvindo ela respirar quietinha enquanto dorme, linda. Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias.

Tati Bernardi (via minhaconfusao)

(Fuente: re-alejar)



Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.

Isaías 41:13 (via minhaconfusao)

(Fuente: fe-orar-e-amar)



Se é pra ter saudade, que seja uma saudade correspondida.

— Caio Augusto Leite  (via segredosdeumpoeta)

(Fuente: ventodemaio)



Eu acredito em segunda chance, só não acredito que todo mundo as mereça.

Caio Fernando Abreu (via minhaconfusao)

(Fuente: parasempreteucaiof)



Para algumas pessoas eu não mostro nem metade do que realmente sou. Não por medo, mas por não valer a pena mesmo.

William Shakespeare. (via intercalado)

(Fuente: youremyfirework)




Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria.



Para algumas pessoas eu não mostro nem metade do que realmente sou. Não por medo, mas por não valer a pena mesmo.

William Shakespeare. (via intercalado)

(Fuente: youremyfirework)





Ele pestanejou, me olhou com o canto do olho esquerdo e implorou baixinho a minha permanência. Eu quis me desmembrar e sumir sem deixar pistas; eu quis correr, fugir, nunca mais voltar e acima de tudo, nunca mais me arrepender. Mas eu sempre tenho medo de tudo e tudo sempre tem medo de mim, então eu fiquei. Eu tinha medo da ausência, do vazio, da turbulência. Eu permaneci porque o colo que ele me dava no fim do dia me fazia acreditar que estava tudo bem. Só que, droga, não estava. Ele nunca fez os pêlos dos meus braços se eriçarem, a voz dele não era a minha preferida, ele sempre me fazia olhar pra trás e o mais importante e relevante, eu nunca quis parar o tempo por nós dois. Ele nunca andou por linhas tortas, nunca disse coisas que se arrependeria, tampouco me fez chorar. Nunca discutimos, aliás, ele nunca perdeu o seu tempo apontando os meus defeitos ou tentando solucionar os meus erros. A gente nunca saiu da rotina, ele nunca me surpreendeu ou me fez, por segundos que seja ter a certeza de que eu estava fazendo a coisa certa. Nunca nos completamos, de fato, e ainda assim eu insisti. Fiquei porque me apavorava saber que no dia seguinte eu não teria aquele estúpido apartamento para visitar e me atormentava saber que outra garota rabugenta passaria a frequentar aqueles bares imundos que a gente ia ao fim de semana. Era engraçado, porque em nenhum momento ele me fez sentir a guria mais sortuda do mundo – como acontece naqueles livros idiotas que fazem a gente acreditar em final feliz. Ele me abraçava como se pedisse para que eu jamais deixasse de ser essa garota burra que no fim do dia sempre volta para ele e eu retribuía querendo dizer que ele era o cara mais imbecil do mundo por desperdiçar a chance de ser feliz comigo por conta dessa incapacidade mesquinha de amar o próximo. Não tínhamos um futuro próspero, sequer fazíamos planos como esses casais apaixonados que idealizam uma vida perfeita ao lado do outro. Vivíamos unicamente o presente e vez ou outra, ele não era o suficiente para nos preencher. Ele me puxou pra perto, fez um cafuné meio desajeitado e sussurrou no meu ouvido que eu era a guria mais complicada que já havia sido de posse dele. O irônico era que, eu não pertencia a ele. Droga. Entretanto, eu sorri e assenti, mais uma vez. A gente vivia nesse jogo estúpido, nessa negação, nesse deslumbre barato pela liberdade que tínhamos quando estávamos juntos. Nunca iríamos para frente. Mas enganar a nós mesmos passou a ser a melhor alternativa porque eu sei que ele tinha medo de ficar sem a minha presença. E o pânico que eu possuía de me desprender era maior do que a minha vontade de voar. Nós fingíamos não ver o grotesco ponto de interrogação que éramos; fugir da realidade sempre fez as coisas ficarem um pouco melhor, de qualquer forma. Nunca nos entregamos, nunca demonstramos vontade de fazer com que as coisas dessem certo, e ainda assim, eu continuava passando a noite naquele apartamento barato debaixo dos braços dele e ele continuava fingindo acreditar que eu era a guria complicada que jamais deixaria de ser dele.


Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é dificil.

— Caio Fernando Abreu (via preservepeace)

(Fuente: poetizador)